domingo, 5 de fevereiro de 2012

Quanto custa um desfile de Carnaval?


É chegada a época de festas no Brasil. O Carnaval, a alegria desse povo sofrido.
Há algum tempo já vemos na TV Globo as "amostras" dos enredos das principais Escolas de Samba de São Paulo e Rio de Janeiro.
Eu sempre me perguntei de onde vem a grana das escolas, e quanto elas gastam todo ano para garantir o espetáculo nas avenidas e lutar pelo título do Carnaval?

Assim, eu passo sempre em São Paulo na frente dos barracões das escolas: Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre, Águia de Ouro, Casa Verde e da Vai-Vai e percebo que embora bem localizados, são lugares simples, e sem muitos recursos, porém quando elas entram na avenida vemos mil maravilhas. Eu já fui em 2009 assistir ao desfila do Sambódromo e vi que é perfeito, um espetáculo.

Quanto será que as Escolas de Samba gastam para fazer o carnaval? Eu pesquisei e encontrei alguns dados que mostram que muita coisa mudou desde os anos 30, principalmente o orçamento:

Primeira coisa qe ue não sabia ao certo, mas suspeitava, é de que há ajuda pública. As escolas de samba filiadas à União das Escolas de Samba disputam os grupos de acesso para chegar ao grupo especial (aquele que aparece na TV)
Quando chegam ao grupo superior (especial) passam a receber uma subvenção financeira anual do governo para organizar um desfile. O valor cresce de acordo com a hierarquia. Em São Paulo, a variação fica num intervalo de R$ 30 mil a R$ 450 mil, segundo o diretor de projetos da União das Escolas de Samba de São Paulo (Uesp), Edelmo dos Santos. Já no Rio, o valor mais alto chega a cerca de R$ 700 mil.

O desfile de uma das grandes escolas, porém, é muito mais caro que isso. Apesar de a Mocidade Alegre, campeã do carnaval paulistano de 2007, declarar ter gasto cerca de R$ 600 mil, a conta da vencedora carioca do mesmo ano, a Beija-Flor de Nilópolis, chegou aos R$ 7 milhões.

E como as escolas conseguem a diferença de dinheiro? Patrocínios, arrecadação interna e divisão de faturamento dos desfiles.

A arrecadação interna é a menos rentável. Ela vem da venda de fantasias, de ingressos para ensaios da bateria e artigos promocionais (camisetas, bonés, chaveiros...) e mensalidade de associados. As fontes mais gordas são os patrocínios e o dinheiro que vem da venda de ingressos para o sambódromo nos dias de Carnaval e de direitos de imagem para redes de TV.

Mas os caixas das escolas não são livros tão abertos assim. Há muita polêmica em torno das suas fontes de renda e há ligações de algumas delas com dinheiro do narcotráfico e o jogo do bicho. Os donos das bancas de jogo do bicho já chegaram, inclusive, a serem homenageados.

Para o carnaval de 2008, o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, determinou que a estatal Petrobras contribuísse com a festa carioca entrando com um gordo patrocínio para justamente reduzir as “influências negativas” nos cofres das agremiações.

O valor repassado pela estatal, juntamente com a parceira Unipar, a sóciaBraskem e um grupo de empresas de plástico clientes da Braskem, somou R$ 12 milhões. Só para se ter uma idéia da dimensão desse dinheiro, o orçamento médio da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), contando apenas as subvenções, gira em torno dos R$ 5 milhões.

Além disso as escolas de samba também rodam o Brasil e o Mundo fazendo eventos, levando suas baterias para agitar os gringos.

Se você tem mais alguma informação sobre quanto gasta e como as escolas arrecadam dinheiro, compartilhe conosco.


1 Comentários:

Responder

muito legal a informação, mas me espanta isso

http://www.abeoc.org.br/2012/02/especial-carnaval-contribuicao-para-economia-do-brasil/.

não é possivel que gringo de tanto lucro assim gente, meu deusooo,

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